outono I
Apetecia-me continuar enrolada nos lençóis, ouvir a chuva a bater obliquamente nas portadas da minha janela. Gostava de acreditar que também tu estavas comigo, para me embrulhares. A chuva continuava a bater de mansinho, e adormeci novamente.
As janelas trovam o vento que passa, vibram as gotas presas nela, ela que me separa do veu voo arranjado até ti. Perdoa-me se não posso ir, mas a janela está trancada e o tempo rompe-nos lá fora. Penso que se hoje houver uma aberta, ainda posso largar o meu pensamento e ir buscar de certo modo, algodão branco das núvens e limpo os céus de novo azul; só assim poderei chegar até ti, mas nunca desistirei de te alcansar, de te ver, de te amar. Permaneces constantemente a fervilhar no meu coração.
ResponderEliminarjá perdi as esperanças em relação á tua vinda hoje, passa por cá à noite, de leve. Só para me dares um beijo de boas noites.
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