30 novembro, 2010

espaço

Alguns consideram-nos pouco e desinteressantes. Parece que já sabem tudo o que havia para saber, quem diria. Somos multidões que se renovam, sem nada em comum, sem nada pendente. Somos uns corpos andantes, sem boca mas com dentes. O coração bombeia sangue, nada mais. Eu e tu não existimos, e se existimos pouco importa.
Outros, como eu, vêm o centro espacial no meio de cada um. Não teremos olhos tapados, decerto, senão buscaríamos a emoção fora das coisas humanas. Para quê ir tão longe se é difícil chegar perto?

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