Sim, fui uma bolha de sabão mas gostava de ser outra coisa, outra coisa qualquer, tudo, tudo menos uma bolha de sabão. O pouco que ainda me recobria rebentou, e o facto é que continuo à deriva, sem tecto, sem chão, sem espaço envolvente. Sim, mete medo ver as coisas do alto, vemos o que fomos, o que não fomos e o que poderíamos ter sido. Sim, odiava ser bolha de sabão, mas o tudo é um nada, e o nada rompe por dentro.
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