Somos tão pó acumulado nas janelas.
Somos tão velhos como o tempo que nos foi roubado.
Somos tão pouco de nós e tanto deles.
Que somos nós?
Um eco desfeito por passos alheios?
Uma bala à beira da estrada?
Podias ter disparado, porque não o fizeste?
Porque queres que morra numa casa que já não é nossa?
Melhor!
Porque queres que morra como um som no vácuo?, porque não me matas logo?
Preferes que fique com o pó,
Com a loiça em que havíamos jantado,
Com os vidros partidos da tua ida!
Como me podes pedir para esperar por ti, para jantar?
Lindo!! *.*
ResponderEliminarMesmo fantástico .*
ResponderEliminarAdoro Mariana, está mesmo sentido.
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