06 julho, 2012

o carteiro num frenesim diário
pela rua das camélias, 
mas cartas tuas não chegavam.
o traçado da tua letra ficou preso numa pedra do caminho.

o vidro baço do meu quarto,
o telefone da avó,
intactos. 

o vestido pendente no armário,
tal como as palavras que esperava.

um «vamos jantar» a faltar nos meus ouvidos.

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