o que todos trazemos à mesa
o que todos alimentamos às colheradas
não é mais que um vazio,
vazio que ocupa o espaço
de sermos nós e não outros.
ao coleccionarmos medos,
vamos deixando quem somos,
vamos aumentando o deserto entre nós e os outros,
vamos e não vamos,
entre hesitações e pequenas falhas.
mas como?
como podemos ser nós próprios
os primeiros a desistir de nós?
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