sabes, costumo viajar só, perdendo-me com frequência.
não sei em que ponto começa a viagem, nem onde e quando acaba.
não há relógio, nem mapa, porque não há limites.
quando somos só nós e o universo, não há nada a esperar-nos
e, portanto, não há uma verdadeira chegada.
sabes, não quero chegar.
quero ver o que há entre mim e qualquer outro ponto,
sem me refugiar, sem me prender a nenhum.
como se não tivesse morada, mas andasse à procura de uma.
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